Por Renan Oliveira
A pós-modernidade, que tanto lutamos para chegar a tal patamar, desde as idéias progressistas de Comte, nos entrega em simplesmente uma autêntica crise profunda nas instituições da sociedade, principalmente na esfera política. A experiência empírica e histórica levar-nos-á a compreender que a crise da sociedade tem como arcabouço a crise política. A direita tem como praxe um slogan ordinário, o qual todos têm de cor: “as concepções políticas de esquerda são ultrapassadas, utópicas”. Mas sem querer adotar palavras de ninguém, o que parece é que a esquerda, no Brasil, se transformou em direita travestida sob a baliza das coerentes idéias de Marx. Marx poderia ter sido um homem sonhador demais, afinal suas teorias nunca deram certo nos regimes aplicados da filosofia comunista, vejamos a Rússia e a Polônia, por exemplo. Todavia, a esquerda brasileira vestiu os trajes sujos da burguesia e foi para o salão dançar valsa. Decepcionante é ver a canalhice dos partidos dizendo que são comunistas ou socialistas. Pelo menos no Brasil o sonho já acabou.
Para aqueles que pensam que estamos sendo governados por um partido de esquerda, é bom acordar e ver que o PT já esqueceu todo aquele discurso de marxistas rebeldes dos anos 80 para se juntar aos reacionários da direita. O governo Lula poderia ser mesmo uma revolução, mas fica sob políticas compensatórias e paliativas, economia aberta para o capital estrangeiro (quem diria, o PT fazendo isso!) e sob a baliza dos estadunidenses.
Aqueles militantes, que tanto lutaram na ditadura, hoje estão em cargos do governo, usufruindo o que o poder lhes oferece. No Brasil, a esquerda se mostrou promíscua e ordinária ao se render ao jogo do sistema, onde se dança o que se toca.
Lamentavelmente, o fim da esquerda no Brasil - a qual talvez nunca tenha existido - remete-nos a pensar que falta de coerência nas idéias sob as influências dos anjos ruins revela, talvez, a veracidade da teoria de Rousseau. Discutir as formas e ideologias seria inútil se não compreendermos primeiro o próprio homem, que é quem crias essas ideologias. Talvez o homem deva ser entendido, qual realmente é sua natureza, para a partir daí analisar as construções simbólicas do próprio homem. Exemplo análogo é a inutilidade da discussão sobre a existência de Deus. A razão humana prova sua inexistência.
Quando se tenta analisar as formas com que os homens se relacionam com o poder, a política, devemos nos lembrar que nem na pólis da Grécia sua estrutura foi realmente plena. É necessário uma visão social e histórica dos regimes nos quais temos experiência.
A esquerda no Brasil não pode ser considerada incoerente pelo fato de que suas concepções e idéias estão estruturadas pelo homem, nada mais. Foi justamente isso o que Rousseau faltou explicar: afinal o que realmente é a sociedade? Uma entidade que o diabo ou Deus governa e à qual ficamos subordinados. O que Rousseau não deixou claro é que a sociedade é o próprio homem e não o contrario.
Contudo penso que as idéias de Comte não foram muito profícuas em suas experiências, principalmente na contemporaneidade. O falso progresso tem nos levado à loucura do caos e ao extremo consumismo, é justamente isso que a esquerda brasileira utilizou para ir ao poder. Sua rebeldia contra o capitalismo acabou em pouco tempo. Claro que a esperança acabou! O sonho da revolução no país acabou quando a esquerda foi ao poder, jogando ao léu o senso humano da igualdade.
A pós-modernidade, que tanto lutamos para chegar a tal patamar, desde as idéias progressistas de Comte, nos entrega em simplesmente uma autêntica crise profunda nas instituições da sociedade, principalmente na esfera política. A experiência empírica e histórica levar-nos-á a compreender que a crise da sociedade tem como arcabouço a crise política. A direita tem como praxe um slogan ordinário, o qual todos têm de cor: “as concepções políticas de esquerda são ultrapassadas, utópicas”. Mas sem querer adotar palavras de ninguém, o que parece é que a esquerda, no Brasil, se transformou em direita travestida sob a baliza das coerentes idéias de Marx. Marx poderia ter sido um homem sonhador demais, afinal suas teorias nunca deram certo nos regimes aplicados da filosofia comunista, vejamos a Rússia e a Polônia, por exemplo. Todavia, a esquerda brasileira vestiu os trajes sujos da burguesia e foi para o salão dançar valsa. Decepcionante é ver a canalhice dos partidos dizendo que são comunistas ou socialistas. Pelo menos no Brasil o sonho já acabou.
Para aqueles que pensam que estamos sendo governados por um partido de esquerda, é bom acordar e ver que o PT já esqueceu todo aquele discurso de marxistas rebeldes dos anos 80 para se juntar aos reacionários da direita. O governo Lula poderia ser mesmo uma revolução, mas fica sob políticas compensatórias e paliativas, economia aberta para o capital estrangeiro (quem diria, o PT fazendo isso!) e sob a baliza dos estadunidenses.
Aqueles militantes, que tanto lutaram na ditadura, hoje estão em cargos do governo, usufruindo o que o poder lhes oferece. No Brasil, a esquerda se mostrou promíscua e ordinária ao se render ao jogo do sistema, onde se dança o que se toca.
Lamentavelmente, o fim da esquerda no Brasil - a qual talvez nunca tenha existido - remete-nos a pensar que falta de coerência nas idéias sob as influências dos anjos ruins revela, talvez, a veracidade da teoria de Rousseau. Discutir as formas e ideologias seria inútil se não compreendermos primeiro o próprio homem, que é quem crias essas ideologias. Talvez o homem deva ser entendido, qual realmente é sua natureza, para a partir daí analisar as construções simbólicas do próprio homem. Exemplo análogo é a inutilidade da discussão sobre a existência de Deus. A razão humana prova sua inexistência.
Quando se tenta analisar as formas com que os homens se relacionam com o poder, a política, devemos nos lembrar que nem na pólis da Grécia sua estrutura foi realmente plena. É necessário uma visão social e histórica dos regimes nos quais temos experiência.
A esquerda no Brasil não pode ser considerada incoerente pelo fato de que suas concepções e idéias estão estruturadas pelo homem, nada mais. Foi justamente isso o que Rousseau faltou explicar: afinal o que realmente é a sociedade? Uma entidade que o diabo ou Deus governa e à qual ficamos subordinados. O que Rousseau não deixou claro é que a sociedade é o próprio homem e não o contrario.
Contudo penso que as idéias de Comte não foram muito profícuas em suas experiências, principalmente na contemporaneidade. O falso progresso tem nos levado à loucura do caos e ao extremo consumismo, é justamente isso que a esquerda brasileira utilizou para ir ao poder. Sua rebeldia contra o capitalismo acabou em pouco tempo. Claro que a esperança acabou! O sonho da revolução no país acabou quando a esquerda foi ao poder, jogando ao léu o senso humano da igualdade.
Um comentário:
Boas palavras. Creio que esse blog tem muito a acrescentar aos leitores. huahuauah, fim da esquerda??? Dei-me uma esperança!! please.
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